Cortázar dizia que existiam horas que era preciso atirar tudo pela janela e nós também com elas.
A primeira vez que li achei que haviam passado mal do espanhol pra o português. Pensei: tá ruim. Mas não. Está certo assim mesmo, hoje vejo, e quando mais se aproxima o fim do ano, mais certeza tenho: é preciso jogarmos tudo pela janela e nós juntos com elas.
Principalmente quando vier aquela vontade de fazer balanço tão própria do fim do ano. E ainda tem coisa pior que o balanço: as listas.
Os melhores filmes, os melhores discos, as melhores frases, as melhores cenas, os melhores livros do ano. É uma tentação. E os piores também. Mas segure a onda. Não faça a menos que tenha certeza que está fazendo algo bacana.
Mas o melhor filme do ano foi “500 Dias Com Ela”, e a música que ficou na minha cabeça foi “Please, Please, Please Let Me Get What I Want”, dos Smiths.
E o melhor livro… Oh, não. Juro que não farei isso.